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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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TAMANHO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS AUMENTOU AO LONGO DOS TEMPOS

Mäyjo, 06.08.15

animaisdomesticos_SAPO

O tamanho padrão dos animais domésticos que hoje nos são familiares nem sempre foi o mesmo ao longo dos tempos. De acordo com um novo estudo da Universidade do País Basco, Espanha, os animais foram-se tornando maiores ao longo dos tempos, até atingirem o tamanho que têm hoje em dia.

O estudo, publicado no Journal of Archaeological Science, analisou dados métricos recolhidos de ossadas de animais domésticos – como a vaca, a ovelha e o porco – encontrados em achados arqueológicos por toda a Península Ibérica. No total, foram analisadas mais de 2.500 ossadas, provenientes de 41 achados, que remontam desde a época romana até à actualidade.

A análise do tamanho dos ossos dos animais domésticos revelou que estes sofreram alterações no tamanho padrão ao longo da história, dependendo dos ecossistemas em que se inseriam. “O aumento do tamanho dos animais está normalmente relacionado com melhorias do meio onde se inserem (melhores condições alimentares) ou com alterações genéticas”, indica Idoia Grau Sologestoa, investigadora principal do estudo, àSINC.

De acordo com a cientista, o maior tamanho dos animais traduziu-se numa série de vantagens económicas – maior força de tracção e mais produtividade e mais quantidade de carne.

O estudo revela ainda que nos primeiros anos depois da queda do Império Romano o tamanho dos animais não sofreu alterações significativas. Porém, entre os séculos VIII e IX, o tamanho dos animais domésticos alcançou um mínimo padrão. A partir do fim da Idade Média o tamanho foi aumentando progressivamente, especialmente o das ovelhas.

Foto: czFredie_ / Creative Commons

SÍRIA: CASTELO MEDIEVAL MAIS BEM PRESERVADO DO MUNDO EM VIAS DE DESTRUIÇÃO

Mäyjo, 06.08.15

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Crac des Chevaliers, castelo ameaçado

A BELEZA DAS FOTOS DESOLADORAS DA ANTÁRTIDA DE JEAN DE POMEREU

Mäyjo, 06.08.15

A branca Antártida

O jornalista de ciência e fotógrafo Jean de Pomereu tem uma relação muito próxima com o continente branco. Desde 2003 que Pomereu viaja frequentemente para a Antárctida, integrando expedições científicas ou artísticas. Em 2008, publicou “Sans Nom”, um projeto de fotografia analógica onde mostra as paisagens extremas, remotas e desabitadas da Antártida.

A natureza gelada e selvagens tem fascinado Jean de Pomereu durante anos, mas foi a viagem que em 2008 fez ao continente gelado a propósito do quarto Ano Internacional Polar que lhe permitiu documentar a Antártida como nunca antes tinha conseguido. A bordo do navio quebra-gelo Xue Long, visitou a base de investigação chinesa em Prudz Bay, refere o Inhabitat. Contudo, a curiosidade levou-o a visitar um campo de investigação russo nas imediações, onde conheceu investigadores que lhe fizeram um convite único.

Pomereu foi convidado para uma viajem de oito horas de snowmobile às profundezas do continente. O resultado da viajem é “Sans Nom”, uma série de fotografias analógicas de cores pálidas que foram tiradas às primeiras horas do amanhecer sob uma fina camada de nevoeiro.

ESCÓCIA VAI OFERECER DINHEIRO POR GARRAFAS E LATAS VAZIAS PARA AUMENTAR TAXA DE RECICLAGEM

Mäyjo, 06.08.15

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O Governo escocês prepara-se para seguir a estratégia da Alemanha, Suécia e Noruega e pedir aos consumidores para pagarem mais €0,27 por cada bebida que comparem, dinheiro que será reembolsado quando devolverem a garrafa ou lata para reciclagem.

Segundo o Business Week, esta hipótese foi anunciada ontem pela Zero Waste Scotland e tem como pano de fundo o aumento das taxas de reciclagem. Que, recorde-se, deverão decrescer em solo inglês este ano.

Um estudo da Eunomia sobre o potencial deste novo (e velho!) esquema descobriu que o valor económico dos benefícios ambientais será “significativamente superior” aos custos financeiros de o implementar. Por outro lado, ele poderá ajudar a virar o país no caminho da economia circular.

“A Escócia tem objetivos ambiciosos para reduzir os resíduos para zero, e sabemos que muitas das latas e garrafas de bebidas não estão a ser recicladas – algumas são bem visíveis nas ruas”, disse Iain Gulland, CEO da Zero Waste Scotland.

“O sistema de retorno de depósito é utilizado há muito em todo o mundo, para evitar o desperdício e aumentar a reciclagem”, continuou Gulland. Recorde-se que este sistema – tara recuperável – foi muito usado também em Portugal, existindo actualmente um movimento da sociedade civil para reimplementar esta medida.

Na Escócia, porém, a indústria das embalagens está contra a ideia. A PRGS (Packaging Recycling Group Scotland) revelou que preferia trabalhar em parceria com o Governo local para tentar melhorar as taxas de reciclagem.

“Não apoiamos a introdução do sistema de retorno do depósito na Escócia e recomendamos propostas alternativas para promover a reciclagem, reduzir os resíduos e atacar o lixo, propostas que consideramos mais eficientes”, explicou Jane Bickerstafffe, porta-voz da PRGS, entidade que representa mais de 30 empresas de comida e bebidas e outras entidades da indústria.

“Os nossos membros, que incluem grandes marcas, há muito que se relacionam diariamente com milhares de consumidores e têm um excelente histórico de muitos anos a liderar a reciclagem, prevenir o lixo e lançar iniciativas para o público”, concluiu a responsável.

Foto: rochelle hartman / Creative Commons